“It is our job to protect the children of the world, for as long as they believe in us, we will guard them with our lives. Good or bad, naughty or nice — we protect them.”

(Source: nokutos, via malikedz)

willstofight:

Don't Forget hairflip throughout the years (2008-2012)

(via ariahastings)

“Hoje faz 26 anos que lhe deixei. E espero que se lembre de mim, assim como eu me lembro de você. Sempre lhe chamei de Rosie, não sei se esse é seu nome, mas seu pai havia me prometido que lhe daria esse nome.
Então, pequena (não mais tão pequena) Rosie, não sei se você é loira, como eu, ou ruiva, como seu pai. Se tem olhos azuis ou verdes. A única coisa que eu sei, é que há 26 anos, você nasceu.
Você pode ter toda a razão para ficar com raiva de mim, pois eu lhe abandonei e, nessa carta, irei contar toda a verdade.
Eu e seu pai nos conhecemos na empresa, que ele havia herdado do pai. Ele era meu chefe e, na primeira vez que o vi, me apaixonei. Tudo aconteceu rápido, namorávamos cinco meses depois de nos conhecermos, mas eu não ligava, estava cega pelo amor.
Quando fizemos sete meses de namoro, uma surpresa veio junto, você. Não queria contar a ninguém, exatamente porque seu pai havia me dito nunca querer ter filhos, mas eu não tinha escolha e, para a surpresa de todos, ele aceitou bem.
Mais sete meses depois, recebi a notícia que eu menos queria na minha vida. Eu estava doente e você tinha que nascer naquele momento, foi quando eu comecei a pensar em como eu, uma mulher doente iria cuidar de um bebê, tão pequeno e frágil.
Você nasceu numa tarde em que a chuva de verão de NY atacava, no dia 22 de Julho. Tão pequena e frágil, mas ao mesmo tempo, tão forte, como deveria ser. Meu plano era ir embora logo que eu recebesse alta, mas eu não tive coragem, não poderia ir embora sabendo que você corria risco de vida.
Quase três semanas depois, você conseguia respirar sozinha. Esperei até o momento em que não haveria ninguém além de nós duas no seu quarto. Naquele dia eu chorei, mas eu prometi voltar.
Nos anos que se passaram, sempre lhe enviava presentes, no seu aniversário, natal ou qualquer fosse à data, mas não sei se você chegou a recebê-los. Os presentes foram melhorando a cada ano, pois minha vida foi melhorando. Consegui ser escritora e meus livros ficaram entre os mais vendidos por muito tempo.
Nunca consegui lhe encontrar, nem seu pai, mas eu juro, com todas as minhas forças que eu lhe procurei, como eu havia prometido. Depois de 24 anos, minha doença voltou mais forte do que nunca e eu fiz quimioterapia, mas parei de responder ao tratamento. Digamos que, eu estou morrendo. Tenho meses de vida sobrando e não tenho ninguém. Não tenho mais família, a única que eu tenho é você, minha Rosie e, eu quero encontrá-la.
Com amor, Elizabeth. Sua mãe.”
Minha carta havia sido enviada. Eu estava na minha cama de hospital, deitada, pensando em como minha filha era, o que eu havia tido feito se não tivesse a abandonado, mas voltei à realidade quando alguém bateu à porta, era Grace, a enfermeira que mais entendia a minha vida. Grace disse: -Tem alguém aqui, e ela quer te ver- fiquei surpresa, não conhecia ninguém e ninguém me conhecia, mas mandei (quem quer que fosse) entrar. Era uma mulher, ruiva e alta, de olhos claros que eu não sabia se eram azuis ou verdes, ela era linda. Logo ouvi sua voz, me perguntando: - Sra. Elizabeth?- assenti- Sou Rosalie Grace, sou sua filha. - Rosalie, minha Rosie, minha filha, na minha frente. Rosie chorou, eu chorei, nós choramos e nos abraçamos e no final ela disse não ter raiva de mim. Descobri não ter perdido só seus aniversários e datas especiais, mas também seu casamento e o nascimento de meu neto, Logan. Senti-me ainda mais culpada quando ela me disse que tinha outra mãe, Miranda.
Rosalie vinha todos os dias, com o filho ou com o marido e, em um dia desses, dois meses depois de reencontrá-la, eu fechei os olhos, para nunca mais abri-los de novo.
                                                                                   Juliet Hope

“Hoje faz 26 anos que lhe deixei. E espero que se lembre de mim, assim como eu me lembro de você. Sempre lhe chamei de Rosie, não sei se esse é seu nome, mas seu pai havia me prometido que lhe daria esse nome.

Então, pequena (não mais tão pequena) Rosie, não sei se você é loira, como eu, ou ruiva, como seu pai. Se tem olhos azuis ou verdes. A única coisa que eu sei, é que há 26 anos, você nasceu.

Você pode ter toda a razão para ficar com raiva de mim, pois eu lhe abandonei e, nessa carta, irei contar toda a verdade.

Eu e seu pai nos conhecemos na empresa, que ele havia herdado do pai. Ele era meu chefe e, na primeira vez que o vi, me apaixonei. Tudo aconteceu rápido, namorávamos cinco meses depois de nos conhecermos, mas eu não ligava, estava cega pelo amor.

Quando fizemos sete meses de namoro, uma surpresa veio junto, você. Não queria contar a ninguém, exatamente porque seu pai havia me dito nunca querer ter filhos, mas eu não tinha escolha e, para a surpresa de todos, ele aceitou bem.

Mais sete meses depois, recebi a notícia que eu menos queria na minha vida. Eu estava doente e você tinha que nascer naquele momento, foi quando eu comecei a pensar em como eu, uma mulher doente iria cuidar de um bebê, tão pequeno e frágil.

Você nasceu numa tarde em que a chuva de verão de NY atacava, no dia 22 de Julho. Tão pequena e frágil, mas ao mesmo tempo, tão forte, como deveria ser. Meu plano era ir embora logo que eu recebesse alta, mas eu não tive coragem, não poderia ir embora sabendo que você corria risco de vida.

Quase três semanas depois, você conseguia respirar sozinha. Esperei até o momento em que não haveria ninguém além de nós duas no seu quarto. Naquele dia eu chorei, mas eu prometi voltar.

Nos anos que se passaram, sempre lhe enviava presentes, no seu aniversário, natal ou qualquer fosse à data, mas não sei se você chegou a recebê-los. Os presentes foram melhorando a cada ano, pois minha vida foi melhorando. Consegui ser escritora e meus livros ficaram entre os mais vendidos por muito tempo.

Nunca consegui lhe encontrar, nem seu pai, mas eu juro, com todas as minhas forças que eu lhe procurei, como eu havia prometido. Depois de 24 anos, minha doença voltou mais forte do que nunca e eu fiz quimioterapia, mas parei de responder ao tratamento. Digamos que, eu estou morrendo. Tenho meses de vida sobrando e não tenho ninguém. Não tenho mais família, a única que eu tenho é você, minha Rosie e, eu quero encontrá-la.

Com amor, Elizabeth. Sua mãe.”

Minha carta havia sido enviada. Eu estava na minha cama de hospital, deitada, pensando em como minha filha era, o que eu havia tido feito se não tivesse a abandonado, mas voltei à realidade quando alguém bateu à porta, era Grace, a enfermeira que mais entendia a minha vida. Grace disse: -Tem alguém aqui, e ela quer te ver- fiquei surpresa, não conhecia ninguém e ninguém me conhecia, mas mandei (quem quer que fosse) entrar. Era uma mulher, ruiva e alta, de olhos claros que eu não sabia se eram azuis ou verdes, ela era linda. Logo ouvi sua voz, me perguntando: - Sra. Elizabeth?- assenti- Sou Rosalie Grace, sou sua filha. - Rosalie, minha Rosie, minha filha, na minha frente. Rosie chorou, eu chorei, nós choramos e nos abraçamos e no final ela disse não ter raiva de mim. Descobri não ter perdido só seus aniversários e datas especiais, mas também seu casamento e o nascimento de meu neto, Logan. Senti-me ainda mais culpada quando ela me disse que tinha outra mãe, Miranda.

Rosalie vinha todos os dias, com o filho ou com o marido e, em um dia desses, dois meses depois de reencontrá-la, eu fechei os olhos, para nunca mais abri-los de novo.

                                                                                   Juliet Hope

–Devolve meu cobertor!- Gritou a menininha loira de apenas 6 anos, o menino a seu lado somente olhou-a e voltou a dormir, deixando a menina cada vez mais frustrada. Já era a décima vez que ela brigava com ele, e somente aquela noite. Katherine e Michael tinham apenas semanas de vida quando se “conheceram” e, desde então, nunca mais se separavam, apesar de sempre brigarem. Moravam num orfanato e o maior medo deles, era o de ficarem sozinhos.
O moreno, agora já com 10 anos, corria ofegante pelo corredor comprido do orfanato. Michael corria em direção ao quarto que dividia com Katy. Chegando a seu destino, Michael sorriu ao ver Katy sentada em sua cama, lendo um livro, ela desviou a atenção de seu livro para ver um Michael vermelho de tanto correr, ele veio em sua direção e estendeu-lhe um pacotinho cor-de-rosa, um chocolate, em dos únicos do ano, mas aquele era o melhor, pois era o presente de aniversário que ele havia lhe dado, fazia pouco menos de 10 anos que ela o conhecia e a amizade deles ficava cada vez mais forte.
Michael e Katy haviam feito uma promessa, caso um deles fosse adotado, o outro voltaria ao orfanato no dia em que o que ficou completasse 18 anos, atingindo assim a maioridade e recebendo a permissão para morar fora do orfanato.
Katy, agora com 15 anos, estava sozinha, Michael havia sido adotado e ela não tinha nada o que fazer sem seu melhor amigo. Michael a divertia, fazendo-a rir das coisas mais estúpidas do mundo, mas agora, ela não fazia nada além de ler, sozinha embaixo da árvore do jardim. Katy não tinha medo de ficar sozinha, sabia que ele voltaria e, a cada dia, ela tinha mais certeza de que ele era o amor de sua vida.
Ela estava fazendo 18 anos, o dia em que sairia do orfanato finalmente chegara, mas o que ela mais esperava era reencontrar Michael. Arrumava suas poucas coisas dentro de sua mala e logo iria para fora dali, qual não foi sua surpresa quando foi sair do seu quarto, deu de cara com Michael no corredor. Ele sorria e ela ria, ele a abraçou e disse o que sempre manteve em segredo:- Eu te amo!- sussurrou em seu ouvido, fazendo-a sorrir ainda mais.
Com o tempo, namoraram e, depois de se formarem, se casaram. Michael e Katy se casaram e tiveram filhos, mas como toda a vida começa, também termina e, para desespero de Michael, Katy foi antes dele. Em frente à lápide dela ele disse:- Você prometeu nunca me deixar, lembra?!-
                                                                                        Juliet Hope

–Devolve meu cobertor!- Gritou a menininha loira de apenas 6 anos, o menino a seu lado somente olhou-a e voltou a dormir, deixando a menina cada vez mais frustrada. Já era a décima vez que ela brigava com ele, e somente aquela noite. Katherine e Michael tinham apenas semanas de vida quando se “conheceram” e, desde então, nunca mais se separavam, apesar de sempre brigarem. Moravam num orfanato e o maior medo deles, era o de ficarem sozinhos.

O moreno, agora já com 10 anos, corria ofegante pelo corredor comprido do orfanato. Michael corria em direção ao quarto que dividia com Katy. Chegando a seu destino, Michael sorriu ao ver Katy sentada em sua cama, lendo um livro, ela desviou a atenção de seu livro para ver um Michael vermelho de tanto correr, ele veio em sua direção e estendeu-lhe um pacotinho cor-de-rosa, um chocolate, em dos únicos do ano, mas aquele era o melhor, pois era o presente de aniversário que ele havia lhe dado, fazia pouco menos de 10 anos que ela o conhecia e a amizade deles ficava cada vez mais forte.

Michael e Katy haviam feito uma promessa, caso um deles fosse adotado, o outro voltaria ao orfanato no dia em que o que ficou completasse 18 anos, atingindo assim a maioridade e recebendo a permissão para morar fora do orfanato.

Katy, agora com 15 anos, estava sozinha, Michael havia sido adotado e ela não tinha nada o que fazer sem seu melhor amigo. Michael a divertia, fazendo-a rir das coisas mais estúpidas do mundo, mas agora, ela não fazia nada além de ler, sozinha embaixo da árvore do jardim. Katy não tinha medo de ficar sozinha, sabia que ele voltaria e, a cada dia, ela tinha mais certeza de que ele era o amor de sua vida.

Ela estava fazendo 18 anos, o dia em que sairia do orfanato finalmente chegara, mas o que ela mais esperava era reencontrar Michael. Arrumava suas poucas coisas dentro de sua mala e logo iria para fora dali, qual não foi sua surpresa quando foi sair do seu quarto, deu de cara com Michael no corredor. Ele sorria e ela ria, ele a abraçou e disse o que sempre manteve em segredo:- Eu te amo!- sussurrou em seu ouvido, fazendo-a sorrir ainda mais.

Com o tempo, namoraram e, depois de se formarem, se casaram. Michael e Katy se casaram e tiveram filhos, mas como toda a vida começa, também termina e, para desespero de Michael, Katy foi antes dele. Em frente à lápide dela ele disse:- Você prometeu nunca me deixar, lembra?!-

                                                                                        Juliet Hope

–Se você for a festa e eu não te reconhecer, eu terei que fazer uma serenata a você.- Dizia o moreno a ela, observando-a rir. John esperou-a terminar de rir e completou:- Mas se você não me reconhecer. Ah, Savannah. Você vai ver.- A ruiva riu, mas, dependendo de John, tudo era possível. Já era a quarta aposta só aquela semana, e os amigos de John e Savannah sabiam que haveria mais.
John e Savannah estavam no colegial, mas pareciam estar no jardim quando brigavam, o que era o tempo todo. Começaram a se “odiar” quando ela entrou na escola e ele jogou um balde de água na cabeça da ruiva, dizendo:- Pronto ruivinha. Já apaguei as chamas de seu cabelo.- Daquele dia em diante, os dois se odiavam cada vez mais.
A festa era uma das maiores de todo o ano. O Baile de Máscaras da Alexa era “A” festa, todos queriam ser convidados, mas poucos eram.
O dia do baile ia chegando e Savannah já tinha a fantasia perfeita, assim como John. A ruiva teria que usar uma peruca se quisesse ganhar a aposta, pois seu cabelos vermelhos chamavam mais atenção do que tudo no mundo.
No dia da festa, sentado no balcão do bar, John procurava aqueles cabelos ruivos por toda a festa, mas não via nenhum, para ele, Savannah já havia desistido e perdido a aposta, mas ele se distraiu quando viu uma morena chegar, era linda, vestida de princesa e usando uma máscara dourada. John pegou sua máscara na bancada, ajeitou a peruca loira e se levantou, indo em direção de seu mais novo “alvo”.
Savannah havia acabado de chegar na festa e não via John em lugar nenhum, mas parou de procurá-lo quando um garoto loiro, vestido de príncipe e usando uma máscara, ele era lindo. O príncipe chegou mais perto e perguntou-lhe:- Quer dançar?- Savannah foi pega de surpresa, mas conseguiu dizer, mesmo gaguejando:- Cla-claro- e assim foram os dois. Dançaram atraindo várias atenções de todas as partes do salão, mas a atenção dobrou quando os convidados perceberam que, os dois haviam se beijado. Quando seus lábios se separaram, ela viu os olhos do príncipe, aqueles olhos verdes que ela tanto odiava. Se assustou, deu dois passos para trás, esbarrando em um casal que dançava, pediu desculpas e saiu correndo, indo para fora do salão, com lágrimas nos olhos. Havia beijado John, isso era impossível, ela o odiava e ele a odiava, como foi tão estúpida ao não perceber que era ele? Havia certa semelhança na voz, mas ela nunca pensava ser John, já havia até se esquecido dele.
John estranhou, a princesa havia corrido depois de beijá-lo. Ela havia corrido para fora do salão e iria atrás dela, mas Katherine, a melhor amiga de Savannah o parou, dizendo a ele para deixar a menina pensar um pouco. Logo que John achou seus amigos, Katy foi para fora amparar a princesa que chorava. Deixou-a chorar em seu colo, ouvindo várias reclamações, como “Como isso foi acontecer!” ou, “Como eu não percebi?”, ou até mesmo “Eu ganhei a aposta.” Katy riu da última frase, alegrando Savannah também. As duas riam quando, quem elas menos esperava, surgiu pela porta do salão.
John havia decidido ir falar com a princesa, já que, depois de muito tempo, não havia achado a ruiva, mas o que ele menos esperava era encontrar Savannah, rindo com Katy e usando o vestido da princesa. Savannah e Katy voltaram ao silêncio quando notaram a presença do moreno ali. Savannah havia tentado esconder a peruca antes que John a visse, mas o que ela acabou fazendo foi chamar mais a atenção dele. John sabia agora, sabia que a princesa na verdade era ruiva, a princesa era Savannah.
Ela não quis falar com ele, mas ele queria falar com ela. Sobre a aposta, eles ainda não haviam decidido quem tinha ganhado, afinal, John não iria acreditar se Savannah dissesse que ela já sabia quem ele era. Uma semana se passou e Savannah decidiu ouvir John. que disse:- Me desculpa, eu não sabia que era você. - Savannah sorriu e disse:-Eu também não.- Agora John ria, quem havia ganhado a aposta afinal?:- Acho que devemos dar como empatado. Você ganha o que quer e eu ganho o que quero.- Disse John. Savannah sorriu e, apertando a mão de John disse:- Feito.-
Era sexta-feira de noite, na casa de Savannah, as meninas assistiam a algum romance, quando ouviram um barulho vindo da janela do quarto de Savannah, que era no segundo andar, a ruiva foi até lá e levou uma surpresa ao ver o que acontecia no jardim da frente. John e seus amigos, Paul e George haviam se posicionado de modo que o moreno ficasse na frente dos dois, junto com um violão. Savannah ia perguntar o que estava acontecendo, mas John a cortou dizendo:- Essa é pra você ruivinha.- E começou a cantar. Savannah admitia que canto não era o talento de John, mas até que foi fofo. Depois que a música acabou, ela correu escada abaixo e se jogou nos braços dele, perguntando:- Você já fez a sua parte, qual é a minha?- John sorriu e disse:- Namorar comigo.- Savannah riu e disse:-Não.- John parou de rir e disse sério:-Como não?!- Savannah disse, ainda sorrindo:- Não tenha dúvida de que eu aceito.- E se beijaram. Só para provocar, John disse:- Sabia que você fica bem melhor morena?- ela sorriu e soltou um sonoro:- Ah. Cale a boca!- E os dois juntaram seus lábios novamente.
                                                                                     Juliet Hope

–Se você for a festa e eu não te reconhecer, eu terei que fazer uma serenata a você.- Dizia o moreno a ela, observando-a rir. John esperou-a terminar de rir e completou:- Mas se você não me reconhecer. Ah, Savannah. Você vai ver.- A ruiva riu, mas, dependendo de John, tudo era possível. Já era a quarta aposta só aquela semana, e os amigos de John e Savannah sabiam que haveria mais.

John e Savannah estavam no colegial, mas pareciam estar no jardim quando brigavam, o que era o tempo todo. Começaram a se “odiar” quando ela entrou na escola e ele jogou um balde de água na cabeça da ruiva, dizendo:- Pronto ruivinha. Já apaguei as chamas de seu cabelo.- Daquele dia em diante, os dois se odiavam cada vez mais.

A festa era uma das maiores de todo o ano. O Baile de Máscaras da Alexa era “A” festa, todos queriam ser convidados, mas poucos eram.

O dia do baile ia chegando e Savannah já tinha a fantasia perfeita, assim como John. A ruiva teria que usar uma peruca se quisesse ganhar a aposta, pois seu cabelos vermelhos chamavam mais atenção do que tudo no mundo.

No dia da festa, sentado no balcão do bar, John procurava aqueles cabelos ruivos por toda a festa, mas não via nenhum, para ele, Savannah já havia desistido e perdido a aposta, mas ele se distraiu quando viu uma morena chegar, era linda, vestida de princesa e usando uma máscara dourada. John pegou sua máscara na bancada, ajeitou a peruca loira e se levantou, indo em direção de seu mais novo “alvo”.

Savannah havia acabado de chegar na festa e não via John em lugar nenhum, mas parou de procurá-lo quando um garoto loiro, vestido de príncipe e usando uma máscara, ele era lindo. O príncipe chegou mais perto e perguntou-lhe:- Quer dançar?- Savannah foi pega de surpresa, mas conseguiu dizer, mesmo gaguejando:- Cla-claro- e assim foram os dois. Dançaram atraindo várias atenções de todas as partes do salão, mas a atenção dobrou quando os convidados perceberam que, os dois haviam se beijado. Quando seus lábios se separaram, ela viu os olhos do príncipe, aqueles olhos verdes que ela tanto odiava. Se assustou, deu dois passos para trás, esbarrando em um casal que dançava, pediu desculpas e saiu correndo, indo para fora do salão, com lágrimas nos olhos. Havia beijado John, isso era impossível, ela o odiava e ele a odiava, como foi tão estúpida ao não perceber que era ele? Havia certa semelhança na voz, mas ela nunca pensava ser John, já havia até se esquecido dele.

John estranhou, a princesa havia corrido depois de beijá-lo. Ela havia corrido para fora do salão e iria atrás dela, mas Katherine, a melhor amiga de Savannah o parou, dizendo a ele para deixar a menina pensar um pouco. Logo que John achou seus amigos, Katy foi para fora amparar a princesa que chorava. Deixou-a chorar em seu colo, ouvindo várias reclamações, como “Como isso foi acontecer!” ou, “Como eu não percebi?”, ou até mesmo “Eu ganhei a aposta.” Katy riu da última frase, alegrando Savannah também. As duas riam quando, quem elas menos esperava, surgiu pela porta do salão.

John havia decidido ir falar com a princesa, já que, depois de muito tempo, não havia achado a ruiva, mas o que ele menos esperava era encontrar Savannah, rindo com Katy e usando o vestido da princesa. Savannah e Katy voltaram ao silêncio quando notaram a presença do moreno ali. Savannah havia tentado esconder a peruca antes que John a visse, mas o que ela acabou fazendo foi chamar mais a atenção dele. John sabia agora, sabia que a princesa na verdade era ruiva, a princesa era Savannah.

Ela não quis falar com ele, mas ele queria falar com ela. Sobre a aposta, eles ainda não haviam decidido quem tinha ganhado, afinal, John não iria acreditar se Savannah dissesse que ela já sabia quem ele era. Uma semana se passou e Savannah decidiu ouvir John. que disse:- Me desculpa, eu não sabia que era você. - Savannah sorriu e disse:-Eu também não.- Agora John ria, quem havia ganhado a aposta afinal?:- Acho que devemos dar como empatado. Você ganha o que quer e eu ganho o que quero.- Disse John. Savannah sorriu e, apertando a mão de John disse:- Feito.-

Era sexta-feira de noite, na casa de Savannah, as meninas assistiam a algum romance, quando ouviram um barulho vindo da janela do quarto de Savannah, que era no segundo andar, a ruiva foi até lá e levou uma surpresa ao ver o que acontecia no jardim da frente. John e seus amigos, Paul e George haviam se posicionado de modo que o moreno ficasse na frente dos dois, junto com um violão. Savannah ia perguntar o que estava acontecendo, mas John a cortou dizendo:- Essa é pra você ruivinha.- E começou a cantar. Savannah admitia que canto não era o talento de John, mas até que foi fofo. Depois que a música acabou, ela correu escada abaixo e se jogou nos braços dele, perguntando:- Você já fez a sua parte, qual é a minha?- John sorriu e disse:- Namorar comigo.- Savannah riu e disse:-Não.- John parou de rir e disse sério:-Como não?!- Savannah disse, ainda sorrindo:- Não tenha dúvida de que eu aceito.- E se beijaram. Só para provocar, John disse:- Sabia que você fica bem melhor morena?- ela sorriu e soltou um sonoro:- Ah. Cale a boca!- E os dois juntaram seus lábios novamente.

                                                                                     Juliet Hope


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